por Clarice Lispector

Estrela perigosa
Rosto ao vento
Barulho e silêncio
leve porcelana
templo submerso
trigo e vinho
tristeza de coisa vivida
árvores já floresceram
o sal trazido pelo vento
conhecimento por encantação
esqueleto de idéias
ora pro nobis

Decompor a luz
mistério de estrelas
paixão pela exatidão
caça aos vagalumes.

Vagalume é como orvalho
Diálogos que disfarçam conflitos por explodir
Ela pode ser venenosa como às vezes o cogumelo é.

No obscuro erotismo de vida cheia
nodosas raízes.
Missa negra, feiticeiros.

Na proximidade de fontes,
lagos e cachoeiras
braços e pernas e olhos,
todos mortos se misturam e clamam por vida.

Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante.

Que medo alegre,
o de te esperar.

Desordem Pública

Blog de humor e entretenimento que aborda assuntos do cotidiano de maneira descontraída, bem humorada e crítica, com o aval de um Anjinho e um Diabinho. Vencedor de 7 Oscars, 13 Prêmios Emmy, 15 Troféus Imprensa, 20 Shows do Milhão e de todas as edições do Passa ou Repassa.

Quadrilha, por Carlos Drummond de Andrade

O Rio, por Vinícius de Moraes

Matinal, por Mário Quintana