Política  

Para Lula, Kadafi é “amigo, irmão e líder”

Ilustríssimos amigos desordeiros, estamos acompanhando nas últimas semanas um verdadeiro levante das chamadas “nações árabes” frente a seus duradouros governos ditatoriais e a falta de democracia. Unido, o povo marchou nas ruas de vários países, e em dois deles em especial, Tunísia e Egito, conseguiu tirar do poder seus tiranos e abrir as portas para novas perspectivas políticas.

Eeeeentretanto, existe um páis no norte da África governado desde 1969 por um sujeito estranho e muitas vezes maluco:  a Líbia

Além de nutrir um ódio incomum pelo que chama de “Ocidente”, Muammar Kadafi, como qualquer ditador, foi tão bom para o seu povo que hoje os libaneses tomam as ruas, lutam contra homens armados e são alvos de helicópteros e caças assassinos recrutados pelo próprio ditador para fuzilar os manifestantes. Kadafi ainda disse que “a Líbia não é o Egito”, e que resistirá até o fim, ao contrário do “colega de profissão” Mubarak, que acabou deixando o poder.

Kadafi e Lula: Tiririca, você ainda pode ser presidente!

O discurso de Lula na Cúpula da União Africana em 2009 começou com as seguintes palavras ao ditador líbio: “Meu amigo, meu irmão e líder” (veja mais aqui). Entre algumas pérolas, Lula enalteceu “a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos” (WTF? Será que o povo árabe africano mora em outro planeta?) e ressaltou que “consolidar a democracia é um processo evolutivo” (acho que os ditadores presentes entenderam, já que o processo evolutivo demora milhões de anos).

[TROLL] – Mas o que uma notícia de 2009 tem a ver com isso, hein blog?

Ora, simplesmente a diplomacia do país em que vivemos foi omissa e cúmplice de governos ditatorias mundo a fora, estendendo mãos e elogios. Mahmoud Ahmadinejad, Kadafi e Hugo Chávez são exemplos pra não deixar ninguém com dúvidas. Como engolir um discurso bonzinho, democrático e tchururus de um governo que homenageia assassinos de opositores políticos, supressores de liberdades individuais e saqueadores das riquezas de seu povo?

Burrice, né?

Êêê Brasil…

Desordem da Ordem  

Egito, Desordem da Ordem e System Of A Down

Finalmente Mubarak, ditador trintão egípcio, aliás, EX-ditador, renunciou ao cargo após gigantesca pressão popular. O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, que tinha acabado de ser nomeado e que também renunciou. O poder foi entregue ao Exército, que terá a responsabilidade de fazer a transição do antigo governo para uma nova fase política.

Para forçar esta transição, o povo saiu às ruas e causou uma verdadeira desordem pública! Acampou nas ruas, enfrentou a polícia e o exército, ergueu bandeiras por todos os campos, fez chuvas de pedras e levou suas reivindicações ao mundo todo mesmo com internet bloqueada e telefone boicotado. Fez a desordem da ordem, uma ordem injusta e autoritária que minava o povo egípcio dia após dia.

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Política  

Enquanto o Egito tem Mubarak, nós temos Sarney

Enquanto no Egito o povo vai às ruas para botar pra fora um tirano que está há mais de trinta anos no poder, no Brasil o povo xinga muito no Twitter um coronelzinho que está praticamente o mesmo período metendo o bedelho na vida política brasileira.

José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, também conhecido como José Sarney, ingressou na carreira política em 1950, e dela nunca mais saiu. Foi deputado, governador, senador e Presidente da República de 1985 a 1990, assumindo o posto que seria ocupado por Tancredo Neves, que misteriosamente morreu poucos dias antes de sua posse.

E de lá não saiu mais. Dirigiu o país e depois sempre procurou se manter sentado em alguma importante poltrona de Brasília. Natural de Pinheiro, cidade do MARANHÃO, Sarney é atualmente senador pelo estado do AMAPÁ! Incrível, não? Logo após passar a faixa de presidente para Collor, José Sarney transferiu seu domicílio eleitoral para o recém-criado estado do Amapá, onde se candidatou ao senado e foi eleito no mesmo ano…

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Política  

Ativista protesta seminua contra governo da Ucrânia


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