<br />
<b>Warning</b>:  count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in <b>/home/desordempublica/www/wp-content/themes/desordem2014/library/metabox/init.php</b> on line <b>750</b><br />
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	<title>Desordem Pública &#187; texto</title>
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	<description>Blog de Humor e Entretenimento, com muitos vídeos, quadrinhos, animações, memes, curiosidades, sempre com pitadas sutis de crítica e ironia!</description>
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		<title>Meu Deus, me dê a coragem, por Clarice Lispector</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jun 2012 11:30:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Clarice Lispector Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/06/11/meu-deus-me-de-a-coragem-por-clarice-lispector/" title="ReadMeu Deus, me dê a coragem, por Clarice Lispector">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Clarice Lispector</strong></p>
<p>Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Poesia Matemática, por Millôr Fernandes</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 11:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
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		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[millôr fernandes]]></category>
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		<description><![CDATA[por Millôr Fernandes Às folhas tantas do livro matemático um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a do ápice à base uma figura ímpar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo retangular, seios esferóides. Fez de sua uma vida paralela à dela até que se encontraram no infinito. &#8220;Quem...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/04/02/poesia-matematica-por-millor-fernandes/" title="ReadPoesia Matemática, por Millôr Fernandes">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Millôr Fernandes</strong></p>
<p style="text-align: left;">Às folhas tantas<br />
do livro matemático<br />
um Quociente apaixonou-se<br />
um dia<br />
doidamente<br />
por uma Incógnita.<br />
Olhou-a com seu olhar inumerável<br />
e viu-a do ápice à base<br />
uma figura ímpar;<br />
olhos rombóides, boca trapezóide,<br />
corpo retangular, seios esferóides.<br />
Fez de sua uma vida<br />
paralela à dela<br />
até que se encontraram<br />
no infinito.<br />
&#8220;Quem és tu?&#8221;, indagou ele<br />
em ânsia radical.<br />
&#8220;Sou a soma do quadrado dos catetos.<br />
Mas pode me chamar de Hipotenusa.&#8221;<br />
E de falarem descobriram que eram<br />
(o que em aritmética corresponde<br />
a almas irmãs)<br />
primos entre si.<br />
E assim se amaram<br />
ao quadrado da velocidade da luz<br />
numa sexta potenciação<br />
traçando<br />
ao sabor do momento<br />
e da paixão<br />
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais<br />
nos jardins da quarta dimensão.<br />
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana<br />
e os exegetas do Universo Finito.<br />
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.<br />
E enfim resolveram se casar<br />
constituir um lar,<br />
mais que um lar,<br />
um perpendicular.<br />
Convidaram para padrinhos<br />
o Poliedro e a Bissetriz.<br />
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro<br />
sonhando com uma felicidade<br />
integral e diferencial.<br />
E se casaram e tiveram uma secante e três cones<br />
muito engraçadinhos.<br />
E foram felizes<br />
até aquele dia<br />
em que tudo vira afinal<br />
monotonia.<br />
Foi então que surgiu<br />
O Máximo Divisor Comum<br />
freqüentador de círculos concêntricos,<br />
viciosos.<br />
Ofereceu-lhe, a ela,<br />
uma grandeza absoluta<br />
e reduziu-a a um denominador comum.<br />
Ele, Quociente, percebeu<br />
que com ela não formava mais um todo,<br />
uma unidade.<br />
Era o triângulo,<br />
tanto chamado amoroso.<br />
Desse problema ela era uma fração,<br />
a mais ordinária.<br />
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade<br />
e tudo que era espúrio passou a ser<br />
moralidade<br />
como aliás em qualquer<br />
sociedade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Monólogo Mundo Moderno, por Chico Anysio</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/03/26/monologo-mundo-moderno-por-chico-anysio/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 11:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[chico anysio]]></category>
		<category><![CDATA[monólogo]]></category>
		<category><![CDATA[mundo moderno]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[por Chico Anysio E vamos falar do mundo, mundo moderno marco malévolo mesclando mentiras modificando maneiras mascarando maracutaias majestoso manicômio meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres miscigenação morticínio, maior maldade mundial madrugada, matuto magro, macrocéfalo mastiga média morna monta matumbo malhado munindo machado, martelo mochila murcha margeia mata maior manhazinha move moinho moendo macaxeira...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/03/26/monologo-mundo-moderno-por-chico-anysio/" title="ReadMonólogo Mundo Moderno, por Chico Anysio">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Chico Anysio</strong></p>
<p style="text-align: left;">E vamos falar do mundo, mundo moderno<br />
marco malévolo<br />
mesclando mentiras<br />
modificando maneiras<br />
mascarando maracutaias<br />
majestoso manicômio<br />
meu monólogo mostra<br />
mentiras, mazelas, misérias, massacres<br />
miscigenação<br />
morticínio, maior maldade mundial<br />
madrugada, matuto magro, macrocéfalo<br />
mastiga média morna<br />
monta matumbo malhado<br />
munindo machado, martelo<br />
mochila murcha<br />
margeia mata maior<br />
manhazinha move moinho<br />
moendo macaxeira<br />
mandioca<br />
meio-dia mata marreco<br />
manjar melhorzinho<br />
meia-noite mima mulherzinha mimosa<br />
maria morena<br />
momento maravilha<br />
motivação mútoa<br />
mas monocórdia mesmice<br />
muitos migram<br />
mastilentos<br />
maltrapilhos<br />
morarão modestamente<br />
malocas metropolitanas<br />
mocambos miseráveis<br />
menos moral<br />
menos mantimentos<br />
mais menosprezo<br />
metade morre<br />
mundo maligno<br />
misturando mendigos maltratados<br />
menores metralhados<br />
militares mandões<br />
meretrizes marafonas<br />
mocinhas, meras meninas,<br />
mariposas<br />
mortificando-se moralmente<br />
modestas moças maculadas<br />
mercenárias mulheres marcadas<br />
mundo medíocre<br />
milionários montam mansões magníficas<br />
melhor mármore<br />
mobília mirabolante<br />
máxima megalomania<br />
mordomo, mercedez, motorista, mãos<br />
magnatas manobrando milhões<br />
mas maioria morre minguando!<br />
moradia meiágua, menos, marquise<br />
mundo maluco<br />
máquina mortífera<br />
mundo moderno melhore<br />
melhore mais<br />
melhore muito<br />
melhore mesmo<br />
merecemos<br />
maldito mundo moderno<br />
mundinho merda!</p>
<p style="text-align: center;"><div class="video-responsive"><iframe title="YouTube video player" width="520" height="305" src="http://www.youtube.com/embed/6HiGpnKGTIY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Precisa-se, por Clarice Lispector</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/02/13/precisa-se-por-clarice-lispector-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 10:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
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		<category><![CDATA[clarice lispector]]></category>
		<category><![CDATA[precisa-se]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[por Clarice Lispector Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: Precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/02/13/precisa-se-por-clarice-lispector-2/" title="ReadPrecisa-se, por Clarice Lispector">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Clarice Lispector</strong></p>
<p>Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito:</p>
<p><strong>Precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.</strong></p>
<p><strong>P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilarecerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Talvez, por Pablo Neruda</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/11/28/talvez-por-pablo-neruda/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 10:30:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
		<category><![CDATA[pablo neruda]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[talvez]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[por Pablo Neruda Talvez não ser, é ser sem que tu sejas, sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul, sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos, sem essa luz que levas na mão que, talvez, outros não verão dourada, que talvez ninguém soube que crescia como a origem...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/11/28/talvez-por-pablo-neruda/" title="ReadTalvez, por Pablo Neruda">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Pablo Neruda</strong></p>
<p style="text-align: left;">Talvez não ser,<br />
é ser sem que tu sejas,<br />
sem que vás cortando<br />
o meio dia com uma<br />
flor azul,<br />
sem que caminhes mais tarde<br />
pela névoa e pelos tijolos,<br />
sem essa luz que levas na mão<br />
que, talvez, outros não verão dourada,<br />
que talvez ninguém<br />
soube que crescia<br />
como a origem vermelha da rosa,<br />
sem que sejas, enfim,<br />
sem que viesses brusca, incitante<br />
conhecer a minha vida,<br />
rajada de roseira,<br />
trigo do vento,</p>
<p>E desde então, sou porque tu és<br />
E desde então és<br />
sou e somos&#8230;<br />
E por amor<br />
Serei&#8230; Serás&#8230;Seremos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Fragmentos disso que chamamos de &#8220;minha vida&#8221;</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/11/14/fragmentos-disso-que-chamamos-de-minha-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 10:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[caio fernando abreu]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[por Caio Fernando Abreu Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto,...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/11/14/fragmentos-disso-que-chamamos-de-minha-vida/" title="ReadFragmentos disso que chamamos de &#8220;minha vida&#8221;">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Caio Fernando Abreu</strong></p>
<p style="text-align: left;">Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.</p>
<p>Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de &#8220;minha vida&#8221;. Outros fragmentos, daquela &#8220;outra vida&#8221;. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/11/contemplando.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16764" title="contemplando" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/11/contemplando.jpg" alt="" width="528" height="401" /></a></p>
<p>Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.</p>
<p><span id="more-16761"></span></p>
<p>Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector &#8220;Tentação&#8221; na cabeça estonteada de encanto: &#8220;Mas ambos estavam comprometidos.</p>
<p>Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.</p>
<p>Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Steve Jobs e a Morte</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/10/10/steve-jobs-e-a-morte/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 12:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[steve jobs]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[por Steve Jobs Texto extraído de seu Discurso para Formandos de Stanford Minha terceira história é sobre a morte. Quando eu tinha 17 anos, eu li uma citação que dizia algo como: “Se você viver todos os dias como se fosse o último, ocasionalmente acertará”. Isso me deixou marcado e desde então, pelos próximos 33...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/10/10/steve-jobs-e-a-morte/" title="ReadSteve Jobs e a Morte">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Steve Jobs</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>Texto extraído de seu <a href="http://desordempublica.com.br/2011/10/05/discurso-de-steve-jobs-em-stanford/" target="_blank">Discurso para Formandos de Stanford</a></em></p>
<p>Minha terceira história é sobre a morte. Quando eu tinha 17 anos, eu li uma citação que dizia algo como: “Se você viver todos os dias como se fosse o último, ocasionalmente acertará”. Isso me deixou marcado e desde então, pelos próximos 33 anos, eu olhei no espelho todas as manhãs e me perguntei: “Se hoje fosse o último dia da minha vida eu iria querer fazer o que estou prestes a fazer hoje? E sempre que a resposta foi “não”, por muitos dias consecutivos eu sabia que precisava mudar algo. Lembrar que se vai morrer em breve é a mais importante ferramente que já encontrei para fazer grandes escolhas na vida. Porque praticamente tudo, todas as expectativas, todo o orgulho, todo medo de falhar, todas essas coisas simplesmente desaparecem, quando se enfrenta a morte. Deixando apenas o que é realmente importante. Lembrar que você vai morrer, é a melhor maneira que conheço de evitar a armadilha de imaginar que se tem algo a perder. Você já está nu, não há razão para não seguir seu coração.</p>
<p>Cerca de um ano atrás, fui diagnosticado com câncer. Fiz um exame 7:30 da manhã, que claramente mostrava um tumor no meu pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas, os médicos me disseram que esse era muito provavelmente um tipo de câncer que é incurável. E que eu não deveria esperar viver mais que 3 a 6 meses. Meu médico me disse para ir para casa e colocar meus assuntos em ordem. O que é o código dos médicos para “prepare-se para morrer”. Isso significa tentar dizer para seus filhos, tudo que você imaginou ter dez anos para dizer, em poucos meses. Isso significa ter certeza de que tudo está acertado, para que seja o mais fácil possível para sua família. Significa dizer adeus.</p>
<p><span id="more-15272"></span></p>
<p>Eu vivi com esse diagnóstico o dia inteiro, e mais tarde, eu fiz uma biópsia, onde colocaram um endoscópio pela minha garganta, através do meu estômago até meu intestino, colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava lá, disse que quando os médicos viram as células no microscópio, começaram a chorar. Porque ficou claro que era uma forma muito rara de câncer pancreático, que era curável com cirurgia. Eu fiz a cirurgia e estou bem agora.</p>
<p>Esse foi o mais próximo que já estive de enfrentar a morte e espero que seja o mais perto que eu chegue por mais algumas décadas. Passar por isso, me dá autoridade de dizer com mais certeza do que quando morte era um conceito útil mas apenas ilustrativo. Ninguém quer morrer, mesmo as pessoas que querem ir para o paraíso, não querem morrer para isso. E ainda assim, morte é o destino que todos compartilhamos. Ninguém nunca escapou disso e é assim que deve ser, porque a morte é a maior invenção da vida, é o agente que renova a vida, limpa espaço do velho para dar lugar ao novo. Neste instante, o novo é você. Mas algum dia não muito distante, você vai gradualmente se tornar velho e será substituido. Desculpe ser tão dramático, mas é apenas a verdade. Seu tempo é limitado, então não o perca vivendo a vida de outra pessoa, não seja preso pelo dogma, que é viver em função do pensamento de outras pessoas. Não deixe o ruído das opiniões de outras pessoas calar sua própria voz interior. E acima de tudo, tenha coragem de seguir seu coração e intuição, de alguma maneira eles já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Steve-Jobs.jpg"><img class="size-full wp-image-15275 aligncenter" title="Steve Jobs" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Steve-Jobs.jpg" alt="" width="374" height="281" /></a></p>
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		<title>Alento, por Caio Fernando Abreu</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 11:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[caio fernando abreu]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Quando nada mais houver, eu me erguerei cantando, saudando a vida com meu corpo de cavalo jovem. E numa louca corrida entregarei meu ser ao ser do Tempo e a minha voz à doce voz do vento. Despojado do que já não há solto no vazio do que ainda não veio, minha boca cantará...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/08/15/alento-por-caio-fernando-abreu/" title="ReadAlento, por Caio Fernando Abreu">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando nada mais houver,<br />
eu me erguerei cantando,<br />
saudando a vida<br />
com meu corpo de cavalo jovem.<br />
E numa louca corrida<br />
entregarei meu ser ao ser do Tempo<br />
e a minha voz à doce voz do vento.<br />
Despojado do que já não há<br />
solto no vazio do que ainda não veio,<br />
minha boca cantará<br />
cantos de alívio pelo que se foi,<br />
cantos de espera pelo que há de vir.</p>
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