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	<title>Desordem Pública &#187; matemática</title>
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		<title>Poesia Matemática, por Millôr Fernandes</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 11:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
		<category><![CDATA[matemática]]></category>
		<category><![CDATA[millôr fernandes]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Millôr Fernandes</strong></p>
<p style="text-align: left;">Às folhas tantas<br />
do livro matemático<br />
um Quociente apaixonou-se<br />
um dia<br />
doidamente<br />
por uma Incógnita.<br />
Olhou-a com seu olhar inumerável<br />
e viu-a do ápice à base<br />
uma figura ímpar;<br />
olhos rombóides, boca trapezóide,<br />
corpo retangular, seios esferóides.<br />
Fez de sua uma vida<br />
paralela à dela<br />
até que se encontraram<br />
no infinito.<br />
&#8220;Quem és tu?&#8221;, indagou ele<br />
em ânsia radical.<br />
&#8220;Sou a soma do quadrado dos catetos.<br />
Mas pode me chamar de Hipotenusa.&#8221;<br />
E de falarem descobriram que eram<br />
(o que em aritmética corresponde<br />
a almas irmãs)<br />
primos entre si.<br />
E assim se amaram<br />
ao quadrado da velocidade da luz<br />
numa sexta potenciação<br />
traçando<br />
ao sabor do momento<br />
e da paixão<br />
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais<br />
nos jardins da quarta dimensão.<br />
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana<br />
e os exegetas do Universo Finito.<br />
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.<br />
E enfim resolveram se casar<br />
constituir um lar,<br />
mais que um lar,<br />
um perpendicular.<br />
Convidaram para padrinhos<br />
o Poliedro e a Bissetriz.<br />
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro<br />
sonhando com uma felicidade<br />
integral e diferencial.<br />
E se casaram e tiveram uma secante e três cones<br />
muito engraçadinhos.<br />
E foram felizes<br />
até aquele dia<br />
em que tudo vira afinal<br />
monotonia.<br />
Foi então que surgiu<br />
O Máximo Divisor Comum<br />
freqüentador de círculos concêntricos,<br />
viciosos.<br />
Ofereceu-lhe, a ela,<br />
uma grandeza absoluta<br />
e reduziu-a a um denominador comum.<br />
Ele, Quociente, percebeu<br />
que com ela não formava mais um todo,<br />
uma unidade.<br />
Era o triângulo,<br />
tanto chamado amoroso.<br />
Desse problema ela era uma fração,<br />
a mais ordinária.<br />
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade<br />
e tudo que era espúrio passou a ser<br />
moralidade<br />
como aliás em qualquer<br />
sociedade.</p>
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