<br />
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<br />
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<br />
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<br />
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<br />
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<br />
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	<title>Desordem Pública &#187; manuel bandeira</title>
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	<description>Blog de Humor e Entretenimento, com muitos vídeos, quadrinhos, animações, memes, curiosidades, sempre com pitadas sutis de crítica e ironia!</description>
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		<title>Namorados, por Manuel Bandeira</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 10:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
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		<description><![CDATA[Já que a semana está começando, que tal Uma Boa Leitura? por Manuel Bandeira O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: &#8211; Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara. A moça olhou de lado e esperou. &#8211; Você não sabe quando a gente é criança e de...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/10/15/namorados-por-manuel-bandeira/" title="ReadNamorados, por Manuel Bandeira">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Já que a semana está começando, que tal <a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><strong>Uma Boa Leitura</strong></a>?</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p>O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:</p>
<p>&#8211; Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.</p>
<p>A moça olhou de lado e esperou.</p>
<p>&#8211; Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma<br />
lagarta listada?</p>
<p>A moça se lembrava:</p>
<p>&#8211; A gente fica olhando…</p>
<p>A meninice brincou de novo nos olhos dela.</p>
<p>O rapaz prosseguiu com muita doçura:</p>
<p>&#8211; Antônia, você parece uma lagarta listada.</p>
<p>A moça arregalou os olhos, fez exclamações.</p>
<p>O rapaz concluiu:</p>
<p>&#8211; Antônia, você é engraçada, você parece louca.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Estrada, por Manuel Bandeira</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/09/17/estrada-por-manuel-bandeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Sep 2012 19:15:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
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		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho, Interessa mais que uma avenida urbana. Nas cidades todas as pessoas se parecem. Todo o mundo é igual. todo o mundo é toda a gente. Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma. Cada criatura é única. Até os cães....</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/09/17/estrada-por-manuel-bandeira/" title="ReadEstrada, por Manuel Bandeira">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/07/uma-boa-leitura.jpg" alt="leitura, poema, posia, crônica, texto" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p style="text-align: left;">Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,<br />
Interessa mais que uma avenida urbana.<br />
Nas cidades todas as pessoas se parecem.<br />
Todo o mundo é igual. todo o mundo é toda a gente.<br />
Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.<br />
Cada criatura é única.<br />
Até os cães.<br />
Estes cães da roça parecem homens de negócios:<br />
Andam sempre preocupados.<br />
E quanta gente vem e vai!<br />
E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:<br />
Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho<br />
manhoso.<br />
Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,<br />
Que a vida passa! que a vida passa!<br />
E que a mocidade vai acabar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Poética, por Manuel Bandeira</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/08/06/poetica-por-manuel-bandeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Aug 2012 11:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[manuel bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[poética]]></category>

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		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto espediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor. Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo. Abaixo os puristas. Todas as palavras sobretudo os barbarismos...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/08/06/poetica-por-manuel-bandeira/" title="ReadPoética, por Manuel Bandeira">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p>Estou farto do lirismo comedido<br />
Do lirismo bem comportado<br />
Do lirismo funcionário público com livro de ponto espediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.</p>
<p>Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.</p>
<p>Abaixo os puristas.<br />
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais<br />
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção<br />
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis</p>
<p>Estou farto do lirismo namorador<br />
Político<br />
Raquítico<br />
Sifilítico<br />
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.</p>
<p>De resto não é lirismo<br />
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar &amp;agraves mulheres, etc.</p>
<p>Quero antes o lirismo dos loucos<br />
O lirismo dos bêbados<br />
O lirismo difícil e pungente dos bêbados<br />
O lirismo dos clowns de Shakespeare.</p>
<p>&#8211; Não quero saber do lirismo que não é libertação.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Versos Escritos N’água, por Manuel Bandeira</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/07/16/versos-escritos-n%e2%80%99agua-por-manuel-bandeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jul 2012 11:48:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[manuel bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Os poucos versos que aí vão, Em lugar de outros é que os ponho. Tu que me lês, deixo ao teu sonho Imaginar como serão. Neles porás tua tristeza Ou bem teu júbilo, e, talvez, Lhes acharás, tu que me lês, Alguma sombra de beleza… Quem os ouviu não os amou. Meus...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/07/16/versos-escritos-n%e2%80%99agua-por-manuel-bandeira/" title="ReadVersos Escritos N’água, por Manuel Bandeira">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p>Os poucos versos que aí vão,<br />
Em lugar de outros é que os ponho.<br />
Tu que me lês, deixo ao teu sonho<br />
Imaginar como serão.</p>
<p>Neles porás tua tristeza<br />
Ou bem teu júbilo, e, talvez,<br />
Lhes acharás, tu que me lês,<br />
Alguma sombra de beleza…</p>
<p>Quem os ouviu não os amou.<br />
Meus pobres versos comovidos!<br />
Por isso fiquem esquecidos<br />
Onde o mau vento os atirou.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Pneumotórax, por Manuel Bandeira</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/05/21/pneumotorax-por-manuel-bandeira/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 11:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[manuel bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[pneumotórax]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos. A vida inteira que podia ter sido e que não foi. Tosse, tosse, tosse. Mandou chamar o médico: &#8211; Diga trinta e três. &#8211; Trinta e três… trinta e três… trinta e três… &#8211; Respire. &#8211; O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/05/21/pneumotorax-por-manuel-bandeira/" title="ReadPneumotórax, por Manuel Bandeira">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/07/uma-boa-leitura.jpg" alt="leitura, poema, posia, crônica, texto" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p>Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.<br />
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.<br />
Tosse, tosse, tosse.</p>
<p>Mandou chamar o médico:<br />
&#8211; Diga trinta e três.<br />
&#8211; Trinta e três… trinta e três… trinta e três…<br />
&#8211; Respire.</p>
<p>&#8211; O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.<br />
&#8211; Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?<br />
&#8211; Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Desencanto, por Manuel Bandeira</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/04/16/desencanto-por-manuel-bandeira-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 11:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[desencanto]]></category>
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		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Eu faço versos como quem chora De desalento… de desencanto… Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente… Tristeza esparsa… remorso vão… Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca, Assim...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/04/16/desencanto-por-manuel-bandeira-2/" title="ReadDesencanto, por Manuel Bandeira">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p>Eu faço versos como quem chora<br />
De desalento… de desencanto…<br />
Fecha o meu livro, se por agora<br />
Não tens motivo nenhum de pranto.</p>
<p>Meu verso é sangue. Volúpia ardente…<br />
Tristeza esparsa… remorso vão…<br />
Dói-me nas veias. Amargo e quente,<br />
Cai, gota a gota, do coração.</p>
<p>E nestes versos de angústia rouca,<br />
Assim dos lábios a vida corre,<br />
Deixando um acre sabor na boca.</p>
<p>&#8211; Eu faço versos como quem morre.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Morte Absoluta, por Manuel Bandeira</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/02/27/a-morte-absoluta-por-manuel-bandeira/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2012/02/27/a-morte-absoluta-por-manuel-bandeira/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 11:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[manuel bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Morrer. Morrer de corpo e de alma. Completamente. Morrer sem deixar o triste despojo da carne, A exangue máscara de cera, Cercada de flores, Que apodrecerão &#8211; felizes! &#8211; num dia, Banhada de lágrimas Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte. Morrer sem deixar porventura uma alma errante&#8230; A...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/02/27/a-morte-absoluta-por-manuel-bandeira/" title="ReadA Morte Absoluta, por Manuel Bandeira">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p>Morrer.</p>
<p>Morrer de corpo e de alma.</p>
<p>Completamente.</p>
<p>Morrer sem deixar o triste despojo da carne,</p>
<p>A exangue máscara de cera,</p>
<p>Cercada de flores,</p>
<p>Que apodrecerão &#8211; felizes! &#8211; num dia,</p>
<p>Banhada de lágrimas</p>
<p>Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.</p>
<p>Morrer sem deixar porventura uma alma errante&#8230;</p>
<p>A caminho do céu?</p>
<p>Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?</p>
<p>Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,</p>
<p>A lembrança de uma sombra</p>
<p>Em nenhum coração, em nenhum pensamento,</p>
<p>Em nenhuma epiderme.</p>
<p>Morrer tão completamente</p>
<p>Que um dia ao lerem o teu nome num papel</p>
<p>Perguntem: &#8220;Quem foi?&#8230;&#8221;</p>
<p>Morrer mais completamente ainda,</p>
<p>&#8211; Sem deixar sequer esse nome.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vou-me Embora pra Pasárgada</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/12/26/vou-me-embora-pra-pasargada/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 10:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[manuel bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[pasárgada]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconseqüente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/12/26/vou-me-embora-pra-pasargada/" title="ReadVou-me Embora pra Pasárgada">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p>Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Lá sou amigo do rei<br />
Lá tenho a mulher que eu quero<br />
Na cama que escolherei<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Aqui eu não sou feliz<br />
Lá a existência é uma aventura<br />
De tal modo inconseqüente<br />
Que Joana a Louca de Espanha<br />
Rainha e falsa demente<br />
Vem a ser contraparente<br />
Da nora que eu nunca tive<br />
E como farei ginástica<br />
Andarei de bicicleta<br />
Montarei em burro brabo<br />
Subirei no pau-de-sebo<br />
Tomarei banhos de mar!<br />
E quando estiver cansado<br />
Deito na beira do rio<br />
Mando chamar a mãe-d&#8217;água<br />
Pra me contar as histórias<br />
Que no tempo de eu menino<br />
Rosa vinha me contar<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Em Pasárgada tem tudo<br />
É outra civilização<br />
Tem um processo seguro<br />
De impedir a concepção<br />
Tem telefone automático<br />
Tem alcalóide à vontade<br />
Tem prostitutas bonitas<br />
Para a gente namorar<br />
E quando eu estiver mais triste<br />
Mas triste de não ter jeito<br />
Quando de noite me der<br />
Vontade de me matar<br />
— Lá sou amigo do rei —<br />
Terei a mulher que eu quero<br />
Na cama que escolherei<br />
Vou-me embora pra Pasárgada</p>
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