<br />
<b>Warning</b>:  count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in <b>/home/desordempublica/www/wp-content/themes/desordem2014/library/metabox/init.php</b> on line <b>750</b><br />
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	<title>Desordem Pública &#187; literatura</title>
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	<description>Blog de Humor e Entretenimento, com muitos vídeos, quadrinhos, animações, memes, curiosidades, sempre com pitadas sutis de crítica e ironia!</description>
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		<title>50 Tons de&#8230; Fúcsia?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2012 13:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu acho que essa história tem muito mais sentido! via Contratempos Modernos]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2012/10/50-tons-cinza.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-29821" title="50-tons-cinza" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2012/10/50-tons-cinza.jpg" alt="" width="412" height="594" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Eu acho que essa história tem muito mais sentido!</p>
<p style="text-align: left;"><em>via <a href="http://contratemposmodernos.blogspot.com.br/" target="_blank">Contratempos Modernos</a></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Desprezado, de Gregório de Matos</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 11:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
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		<description><![CDATA[Já desprezei; hoje sou desprezado; Despojo sou de quem triunfo hei sido; E agora nos desdéns de aborrecido, Desconto as ufanias de adorado. O Amor me incita a um perpétuo agrado; O decoro me obriga a um justo olvido: Eu não sei, no que emprendo, e no que lido, Se triunfo o respeito, se o...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/06/13/desprezado-de-gregorio-de-matos/" title="ReadDesprezado, de Gregório de Matos">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg"><img class="size-full wp-image-6153 aligncenter" title="Desordem Pública: Uma Boa Leitura - Poemas e outros textos literários" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" width="510" height="95" /></a></p>
<p>Já desprezei; hoje sou desprezado;<br />
Despojo sou de quem triunfo hei sido;<br />
E agora nos desdéns de aborrecido,<br />
Desconto as ufanias de adorado.</p>
<p>O Amor me incita a um perpétuo agrado;<br />
O decoro me obriga a um justo olvido:<br />
Eu não sei, no que emprendo, e no que lido,<br />
Se triunfo o respeito, se o cuidado.</p>
<p>Porém, vença o mais forte sentimento,<br />
Perca o brio maior autoridade,<br />
Que é menos o ludíbrio, que o tormento.</p>
<p>Quem quer, só do querer faça vaidade,<br />
Que quem logra em amor entendimento,<br />
Não tem outro capricho, que a vontade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Cópula</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 05:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Depois de lhe beijar meticulosamente o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce, o moço exibe à moça a bagagem que trouxe: culhões e membro, um membro enorme e turgescente. Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti, Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se. Não desarmou...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2010/09/22/a-copula/" title="ReadA Cópula">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/09/uma-boa-leitura.jpg"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de lhe beijar meticulosamente<br />
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,<br />
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:<br />
culhões e membro, um membro enorme e turgescente.</p>
<p>Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,<br />
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.<br />
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se<br />
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente</p>
<p>Que vai morrer: &#8211; &#8220;Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!&#8221;<br />
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,<br />
arde em cio e tesão na amorosa gangorra</p>
<p>E titilando-a nos mamilos e no rabo<br />
(que depois irá ter sua ração de porra),<br />
lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">obs: Danadinho esse Manuel Bandeira, hein? <img src="http://desordempublica.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif" alt=":-P" class="wp-smiley" /></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vai Passar</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2010/07/22/vai-passar/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 01:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[caio fernando abreu]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[por Caio Fernando Abreu Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada &#8220;impulso vital&#8221;. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2010/07/22/vai-passar/" title="ReadVai Passar">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/02/BOA_LEITURA.jpg"><img class="size-full wp-image-582  aligncenter" title="BOA LEITURA - Desordem Pública" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/02/BOA_LEITURA.jpg" alt="" width="468" height="60" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Caio Fernando Abreu</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada &#8220;impulso vital&#8221;. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como &#8220;estou contente outra vez&#8221;. Ou simplesmente &#8220;continuo&#8221;, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como &#8220;sempre&#8221; ou &#8220;nunca&#8221;. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim &#8211; nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como &#8220;não resistirei&#8221; por outras mais mansas, como &#8220;sei que vai passar&#8221;. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2751"></span><br />
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente &#8211; e não importa &#8211; essa coisa que chamarás com cuidado, de &#8220;uma ausência&#8221;. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.</p>
<p style="text-align: justify;">
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás &#8211; aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.</p>
<p style="text-align: justify;">
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.</p>
<p style="text-align: justify;">
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:</p>
<p style="text-align: justify;">
&#8211; &#8230; mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca &#8230;</p>
<p>( In Dispersos)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os Ombros Suportam o Mundo, por Carlos Drummond de Andrade</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 03:50:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[carlos drummond de andrade]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Drummond de Andrade Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2010/05/13/os-ombros-suportam-o-mundo/" title="ReadOs Ombros Suportam o Mundo, por Carlos Drummond de Andrade">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Carlos Drummond de Andrade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.<br />
Tempo de absoluta depuração.<br />
Tempo em que não se diz mais: meu amor.<br />
Porque o amor resultou inútil.<br />
E os olhos não choram.<br />
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.<br />
E o coração está seco.</p>
<p style="text-align: justify;">Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.<br />
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,<br />
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.<br />
És todo certeza, já não sabes sofrer.<br />
E nada esperas de teus amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?<br />
Teus ombros suportam o mundo<br />
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.<br />
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios<br />
provam apenas que a vida prossegue<br />
e nem todos se libertaram ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns, achando bárbaro o espetáculo<br />
prefeririam (os delicados) morrer.<br />
Chegou um tempo em que não adianta morrer.<br />
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.<br />
A vida apenas, sem mistificação.</p>
]]></content:encoded>
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