<br />
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	<title>Desordem Pública &#187; conto</title>
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	<description>Blog de Humor e Entretenimento, com muitos vídeos, quadrinhos, animações, memes, curiosidades, sempre com pitadas sutis de crítica e ironia!</description>
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		<title>Por Não Estarem Distraídos, por Clarice Lispector</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 12:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg"><img class="size-full wp-image-6153 aligncenter" title="Desordem Pública: Uma Boa Leitura - Poemas e outros textos literários" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" width="510" height="95" /></a></p>
<p>Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se  sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de  boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e  ter esta sede era a própria água deles.<br />
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria  peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa  de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a  graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o  brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.<br />
Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não.  Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria  deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras  desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela  que, estava ali, no entanto.<br />
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das  ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso.  Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante  distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que  já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles  que eram.<br />
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca,  e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone  finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.</p>
<p>Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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