<br />
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<br />
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<br />
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<br />
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<br />
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<br />
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	<title>Desordem Pública &#187; caio fernando abreu</title>
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	<description>Blog de Humor e Entretenimento, com muitos vídeos, quadrinhos, animações, memes, curiosidades, sempre com pitadas sutis de crítica e ironia!</description>
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		<title>Fragmentos disso que chamamos de &#8220;minha vida&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 10:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Caio Fernando Abreu Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro. Antes que pudesse me assustar e, depois do susto,...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/11/14/fragmentos-disso-que-chamamos-de-minha-vida/" title="ReadFragmentos disso que chamamos de &#8220;minha vida&#8221;">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Caio Fernando Abreu</strong></p>
<p style="text-align: left;">Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.</p>
<p>Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de &#8220;minha vida&#8221;. Outros fragmentos, daquela &#8220;outra vida&#8221;. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/11/contemplando.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-16764" title="contemplando" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/11/contemplando.jpg" alt="" width="528" height="401" /></a></p>
<p>Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.</p>
<p><span id="more-16761"></span></p>
<p>Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector &#8220;Tentação&#8221; na cabeça estonteada de encanto: &#8220;Mas ambos estavam comprometidos.</p>
<p>Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.</p>
<p>Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Alento, por Caio Fernando Abreu</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 11:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; Quando nada mais houver, eu me erguerei cantando, saudando a vida com meu corpo de cavalo jovem. E numa louca corrida entregarei meu ser ao ser do Tempo e a minha voz à doce voz do vento. Despojado do que já não há solto no vazio do que ainda não veio, minha boca cantará...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/08/15/alento-por-caio-fernando-abreu/" title="ReadAlento, por Caio Fernando Abreu">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando nada mais houver,<br />
eu me erguerei cantando,<br />
saudando a vida<br />
com meu corpo de cavalo jovem.<br />
E numa louca corrida<br />
entregarei meu ser ao ser do Tempo<br />
e a minha voz à doce voz do vento.<br />
Despojado do que já não há<br />
solto no vazio do que ainda não veio,<br />
minha boca cantará<br />
cantos de alívio pelo que se foi,<br />
cantos de espera pelo que há de vir.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lá está ela, mais uma vez&#8230; de Caio Fernando Abreu</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 11:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/06/27/la-esta-ela-mais-uma-vez-de-caio-fernando-abreu/" title="ReadLá está ela, mais uma vez&#8230; de Caio Fernando Abreu">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg"><img class="size-full wp-image-6153 aligncenter" title="Desordem Pública: Uma Boa Leitura - Poemas e outros textos literários" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" width="510" height="95" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.</p>
<p style="text-align: left;">Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.</p>
<p style="text-align: left;">Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?</p>
<p style="text-align: left;">A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?</p>
<p style="text-align: left;">A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.</p>
<p style="text-align: left;">Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?</p>
<p style="text-align: left;">E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.</p>
<p style="text-align: left;">A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/06/garota-duvida.jpg"><img class="size-full wp-image-11408 aligncenter" title="garota-duvida" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/06/garota-duvida.jpg" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Uma ótima semana a todos!</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Olha, eu sei que o barco tá furado&#8221;, por Caio Fernando Abreu</title>
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		<pubDate>Mon, 16 May 2011 12:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/05/16/olha-eu-sei-que-o-barco-ta-furado-por-caio-fernando-abreu/" title="Read&#8220;Olha, eu sei que o barco tá furado&#8221;, por Caio Fernando Abreu">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-6153 aligncenter" title="Desordem Pública: Uma Boa Leitura - Poemas e outros textos literários" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" width="510" height="95" /></p>
<p style="text-align: justify;">Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas   queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá   vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu   entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e   eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso   preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como  remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só  entro nesse barco se você prometer remar também!</p>
<p style="text-align: justify;">Eu abandono tudo,  história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o  cabelo crescer,  começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas  você tem que  prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler  sobre  política, futebol, ficção científica, o que for. Aprendo a  pescar, se  precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe.  E  talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro   nesse barco, é só me pedir.</p>
<p style="text-align: justify;">Perco o medo de dirigir só pra atravessar o   mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar  junto comigo.  Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me  pedir. Mas a gente  tem que afundar junto e descobrir que é possível  nadar junto. Eu te  ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer  que vai tentar, que  vai se esforçar, que vai remar enquanto for  preciso, enquanto tiver  forças! Você tem que me prometer que essa  viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que  por nós vale a pena.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://30.media.tumblr.com/tumblr_lf5362OBtD1qdj3jvo1_500.jpg" alt="" width="450" height="327" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nos Poços, por Caio Fernando Abreu</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/04/18/nos-pocos-por-caio-fernando-abreu/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 12:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[poema]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2011/04/18/nos-pocos-por-caio-fernando-abreu/" title="ReadNos Poços, por Caio Fernando Abreu">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-6153 aligncenter" title="Desordem Pública: Uma Boa Leitura - Poemas e outros textos literários" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" width="510" height="95" /></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p>Primeiro você cai num poço.</p>
<p>Mas não é ruim cair num poço assim de  repente?</p>
<p>No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O  limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O  cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos  poços dos poços sem fim?</p>
<p>A gente não sente medo?</p>
<p>A gente sente um pouco  de medo mas não dói.</p>
<p>A gente não morre?</p>
<p>A gente morre um pouco em cada  poço.</p>
<p>E não dói?</p>
<p>Morrer não dói. Morrer é entrar noutra.</p>
<p>E depois: no  fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="poco" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2011/04/poco.jpg" alt="" width="400" height="300" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Poema Antigo</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2010/08/07/poema-antigo/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 23:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[caio fernando abreu]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Caio Fernando Abreu Está tudo planejado: se amanhã o dia for cinzento, se houver chuva se houver vento, ou se eu estiver cansado dessa antiga melancolia cinza fria sobre as coisas conhecidas pela casa a mesa posta e gasta está tudo planejado apago as luzes, no escuro e abro o gás de-fi-ni-ti-va-men-te ou então...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2010/08/07/poema-antigo/" title="ReadPoema Antigo">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/02/BOA_LEITURA.jpg"><img class="size-full wp-image-582  aligncenter" title="BOA LEITURA - Desordem Pública" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/02/BOA_LEITURA.jpg" alt="" width="468" height="60" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Caio Fernando Abreu</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Está tudo planejado:<br />
se amanhã o dia for cinzento,<br />
se houver chuva<br />
se houver vento,<br />
ou se eu estiver cansado<br />
dessa antiga melancolia<br />
cinza fria<br />
sobre as coisas<br />
conhecidas pela casa<br />
a mesa posta<br />
e gasta<br />
está tudo planejado<br />
apago as luzes, no escuro<br />
e abro o gás<br />
de-fi-ni-ti-va-men-te<br />
ou então<br />
visto minhas calças vermelhas<br />
e procuro uma festa<br />
onde possa dançar rock<br />
até cair</p>
<p style="text-align: right;">(Publicado na  Revista Bravo! Fevereiro/ 2006)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vai Passar</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2010/07/22/vai-passar/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 01:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[caio fernando abreu]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[por Caio Fernando Abreu Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada &#8220;impulso vital&#8221;. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2010/07/22/vai-passar/" title="ReadVai Passar">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/02/BOA_LEITURA.jpg"><img class="size-full wp-image-582  aligncenter" title="BOA LEITURA - Desordem Pública" src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/02/BOA_LEITURA.jpg" alt="" width="468" height="60" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Caio Fernando Abreu</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada &#8220;impulso vital&#8221;. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como &#8220;estou contente outra vez&#8221;. Ou simplesmente &#8220;continuo&#8221;, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como &#8220;sempre&#8221; ou &#8220;nunca&#8221;. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim &#8211; nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como &#8220;não resistirei&#8221; por outras mais mansas, como &#8220;sei que vai passar&#8221;. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-2751"></span><br />
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente &#8211; e não importa &#8211; essa coisa que chamarás com cuidado, de &#8220;uma ausência&#8221;. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.</p>
<p style="text-align: justify;">
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás &#8211; aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.</p>
<p style="text-align: justify;">
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.</p>
<p style="text-align: justify;">
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:</p>
<p style="text-align: justify;">
&#8211; &#8230; mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca &#8230;</p>
<p>( In Dispersos)</p>
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		<title>Pálpebras de Neblina, por Caio Fernando Abreu</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 02:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[caio fernando abreu]]></category>
		<category><![CDATA[pálpebras de neblina]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, no Desordem Pública, inicia-se uma nova categoria de posts, destinada à publicação de textos, contos, histórias, crônicas ou poemas para deleite dos leitores de bom gosto: &#8220;Uma Boa Leitura&#8221;. E para a estréia da categoria, um belo conto. por Caio Fernando Abreu Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2010/02/19/palpebras-de-neblina/" title="ReadPálpebras de Neblina, por Caio Fernando Abreu">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><span style="text-align: justify;">Hoje, no </span><strong style="text-align: justify;">Desordem Pública</strong><span style="text-align: justify;">, inicia-se uma nova categoria de posts, destinada à publicação de textos, contos, histórias, crônicas ou poemas para deleite dos leitores de bom gosto: </span><strong style="text-align: justify;">&#8220;Uma Boa Leitura&#8221;</strong><span style="text-align: justify;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;">E para a estréia da categoria, um belo conto.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Caio Fernando Abreu</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar. Andar e olhar. Sem pensar, só olhar: caras, fachadas, vitrinas, automóveis, nuvens, anjos bandidos, fadas piradas, descargas de monóxido de carbono. Da praça Roosevelt, fui subindo pela Augusta, enquanto lembrava uns versos de Cecília Meireles, dos Cânticos: &#8220;Não digas &#8216;Eu sofro&#8217;. Que é que dentro de ti és tu? / Que foi que te ensinaram/que era sofrer?&#8221; Mas não conseguia parar. Surdo a qualquer zen-budismo, o coração doía sintonizado com o espinho. Melodrama: nem amor, nem trabalho, nem família, quem sabe nem moradia &#8211; coração achando feio o não-ter. Abandono de fera ferida, bolero radical. Última das criaturas, surto de lucidez impiedosa da Big Loira de Dorothy Parker.<span id="more-572"></span> Disfarçado, comecei a chorar. Troquei os óculos de lentes claras pelos negros ray-ban &#8211; filme. Resplandecente de infelicidade, eu subia a Rua Augusta no fim de tarde do dia Tão idiota que parecia não acabar nunca. Ah! como eu precisava tanto de alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás. Foi então que a vi. Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega &#8211; aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela. Cabelo malpintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja. E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar &#8211; exposta, imoral, escandalosa &#8211; sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia &#8211; uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu &#8220;dói tanto&#8221;, contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou &#8220;porquê?&#8221;, compreendi ainda mais. Falei: &#8220;Porque é daí que nascem as canções&#8221;. E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?</p>
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