<br />
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	<title>Desordem Pública &#187; boa leitura</title>
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	<description>Blog de Humor e Entretenimento, com muitos vídeos, quadrinhos, animações, memes, curiosidades, sempre com pitadas sutis de crítica e ironia!</description>
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		<title>Meu Deus, me dê a coragem, por Clarice Lispector</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jun 2012 11:30:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Clarice Lispector Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/06/11/meu-deus-me-de-a-coragem-por-clarice-lispector/" title="ReadMeu Deus, me dê a coragem, por Clarice Lispector">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Clarice Lispector</strong></p>
<p>Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços meu pecado de pensar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Esperança, por Augusto dos Anjos</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2012 11:12:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Augusto dos Anjos A Esperança não murcha, ela não cansa, Também como ela não sucumbe a Crença. Vão-se sonhos nas asas da Descrença, Voltam sonhos nas asas da Esperança. Muita gente infeliz assim não pensa; No entanto o mundo é uma ilusão completa, E não é a Esperança por sentença Este laço que ao...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/05/28/a-esperanca-augusto-dos-anjos/" title="ReadA Esperança, por Augusto dos Anjos">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Augusto dos Anjos</strong></p>
<p>A Esperança não murcha, ela não cansa,<br />
Também como ela não sucumbe a Crença.<br />
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,<br />
Voltam sonhos nas asas da Esperança.</p>
<p>Muita gente infeliz assim não pensa;<br />
No entanto o mundo é uma ilusão completa,<br />
E não é a Esperança por sentença<br />
Este laço que ao mundo nos manieta?</p>
<p>Mocidade, portanto, ergue o teu grito,<br />
Sirva-te a crença de fanal bendito,<br />
Salve-te a glória no futuro &#8211; avança!</p>
<p>E eu, que vivo atrelado ao desalento,<br />
Também espero o fim do meu tormento,<br />
Na voz da morte a me bradar: descansa!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Subversiva, por Ferreira Gullar</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 11:04:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[subversiva]]></category>

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		<description><![CDATA[por Ferreira Gullar A poesia Quando chega Não respeita nada. Nem pai nem mãe. Quando ela chega De qualquer de seus abismos Desconhece o Estado e a Sociedade Civil Infringe o Código de Águas Relincha Como puta Nova Em frente ao Palácio da Alvorada. E só depois Reconsidera: beija Nos olhos os que ganham mal...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/04/23/subversiva-por-ferreira-gullar/" title="ReadSubversiva, por Ferreira Gullar">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Ferreira Gullar</strong></p>
<p style="text-align: left;">A poesia<br />
Quando chega<br />
Não respeita nada.</p>
<p>Nem pai nem mãe.<br />
Quando ela chega<br />
De qualquer de seus abismos</p>
<p>Desconhece o Estado e a Sociedade Civil<br />
Infringe o Código de Águas<br />
Relincha</p>
<p>Como puta<br />
Nova<br />
Em frente ao Palácio da Alvorada.</p>
<p>E só depois<br />
Reconsidera: beija<br />
Nos olhos os que ganham mal<br />
Embala no colo<br />
Os que têm sede de felicidade<br />
E de justiça.</p>
<p>E promete incendiar o país.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Poesia Matemática, por Millôr Fernandes</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Apr 2012 11:30:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
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		<category><![CDATA[millôr fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[por Millôr Fernandes Às folhas tantas do livro matemático um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável e viu-a do ápice à base uma figura ímpar; olhos rombóides, boca trapezóide, corpo retangular, seios esferóides. Fez de sua uma vida paralela à dela até que se encontraram no infinito. &#8220;Quem...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/04/02/poesia-matematica-por-millor-fernandes/" title="ReadPoesia Matemática, por Millôr Fernandes">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Millôr Fernandes</strong></p>
<p style="text-align: left;">Às folhas tantas<br />
do livro matemático<br />
um Quociente apaixonou-se<br />
um dia<br />
doidamente<br />
por uma Incógnita.<br />
Olhou-a com seu olhar inumerável<br />
e viu-a do ápice à base<br />
uma figura ímpar;<br />
olhos rombóides, boca trapezóide,<br />
corpo retangular, seios esferóides.<br />
Fez de sua uma vida<br />
paralela à dela<br />
até que se encontraram<br />
no infinito.<br />
&#8220;Quem és tu?&#8221;, indagou ele<br />
em ânsia radical.<br />
&#8220;Sou a soma do quadrado dos catetos.<br />
Mas pode me chamar de Hipotenusa.&#8221;<br />
E de falarem descobriram que eram<br />
(o que em aritmética corresponde<br />
a almas irmãs)<br />
primos entre si.<br />
E assim se amaram<br />
ao quadrado da velocidade da luz<br />
numa sexta potenciação<br />
traçando<br />
ao sabor do momento<br />
e da paixão<br />
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais<br />
nos jardins da quarta dimensão.<br />
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana<br />
e os exegetas do Universo Finito.<br />
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.<br />
E enfim resolveram se casar<br />
constituir um lar,<br />
mais que um lar,<br />
um perpendicular.<br />
Convidaram para padrinhos<br />
o Poliedro e a Bissetriz.<br />
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro<br />
sonhando com uma felicidade<br />
integral e diferencial.<br />
E se casaram e tiveram uma secante e três cones<br />
muito engraçadinhos.<br />
E foram felizes<br />
até aquele dia<br />
em que tudo vira afinal<br />
monotonia.<br />
Foi então que surgiu<br />
O Máximo Divisor Comum<br />
freqüentador de círculos concêntricos,<br />
viciosos.<br />
Ofereceu-lhe, a ela,<br />
uma grandeza absoluta<br />
e reduziu-a a um denominador comum.<br />
Ele, Quociente, percebeu<br />
que com ela não formava mais um todo,<br />
uma unidade.<br />
Era o triângulo,<br />
tanto chamado amoroso.<br />
Desse problema ela era uma fração,<br />
a mais ordinária.<br />
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade<br />
e tudo que era espúrio passou a ser<br />
moralidade<br />
como aliás em qualquer<br />
sociedade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Corpo, por Ferreira Gullar</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 11:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[no corpo]]></category>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[por Ferreira Gullar De que vale tentar reconstruir com palavras O que o verão levou Entre nuvens e risos Junto com o jornal velho pelos ares O sonho na boca, o incêndio na cama, o apelo da noite Agora são apenas esta contração (este clarão) do maxilar dentro do rosto. A poesia é o presente.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;" align="left"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;" align="left"><strong>por Ferreira Gullar</strong></p>
<p align="left">De que vale tentar reconstruir com palavras<br />
O que o verão levou<br />
Entre nuvens e risos<br />
Junto com o jornal velho pelos ares</p>
<p align="left">O sonho na boca, o incêndio na cama,<br />
o apelo da noite<br />
Agora são apenas esta<br />
contração (este clarão)<br />
do maxilar dentro do rosto.</p>
<p align="left">A poesia é o presente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Precisa-se, por Clarice Lispector</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 10:32:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Clarice Lispector Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: Precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/02/13/precisa-se-por-clarice-lispector-2/" title="ReadPrecisa-se, por Clarice Lispector">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Clarice Lispector</strong></p>
<p>Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito:</p>
<p><strong>Precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.</strong></p>
<p><strong>P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilarecerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Delírio, por Olavo Bilac</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 10:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[poema erótico]]></category>
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		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[por Olavo Bilac Nua, mas para o amor não cabe o pejo Na minha a sua boca eu comprimia. E, em frêmitos carnais, ela dizia: – Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo! Na inconsciência bruta do meu desejo Fremente, a minha boca obedecia, E os seus seios, tão rígidos mordia, Fazendo-a arrepiar em...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/01/23/delirio-olavo-bilac/" title="ReadDelírio, por Olavo Bilac">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Olavo Bilac</strong></p>
<p>Nua, mas para o amor não cabe o pejo<br />
Na minha a sua boca eu comprimia.<br />
E, em frêmitos carnais, ela dizia:<br />
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!</p>
<p>Na inconsciência bruta do meu desejo<br />
Fremente, a minha boca obedecia,<br />
E os seus seios, tão rígidos mordia,<br />
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.</p>
<p>Em suspiros de gozos infinitos<br />
Disse-me ela, ainda quase em grito:<br />
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.</p>
<p>No seu ventre pousei a minha boca,<br />
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,<br />
Moralistas, perdoai! Obedeci&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Seiscentos e Sessenta e Seis</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 09:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Desordem Pública]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
		<category><![CDATA[idade]]></category>
		<category><![CDATA[mário quintana]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

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		<description><![CDATA[por Mário Quintana  A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo&#8230; Quando se vê, já é 6ªfeira&#8230; Quando se vê, passaram 60 anos&#8230; Agora, é tarde demais para ser reprovado&#8230; E se me dessem &#8211; um dia &#8211; uma outra oportunidade, eu...</p><p><a class="excerpt-read-more btn btn-primary" href="http://desordempublica.com.br/2012/01/16/seiscentos-e-sessenta-e-seis/" title="ReadSeiscentos e Sessenta e Seis">Read More</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Mário Quintana</strong></p>
<p> A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.</p>
<p>Quando se vê, já são 6 horas: há tempo&#8230;</p>
<p>Quando se vê, já é 6ªfeira&#8230;</p>
<p>Quando se vê, passaram 60 anos&#8230;</p>
<p>Agora, é tarde demais para ser reprovado&#8230;</p>
<p>E se me dessem &#8211; um dia &#8211; uma outra oportunidade,</p>
<p>eu nem olhava o relógio.</p>
<p>seguia sempre, sempre em frente&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.</p>
]]></content:encoded>
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