<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Desordem Pública &#187; Uma Boa Leitura</title>
	<atom:link href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://desordempublica.com.br</link>
	<description>Blog de Humor e Entretenimento, com conteúdos sobre diversos assuntos, sempre com pitadas sutis de crítica, ironia, e falta de noção.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Feb 2012 10:00:23 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=</generator>
		<item>
		<title>Poema Enjoadinho, por Vinícius de Moraes</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/01/30/poema-enjoadinho-por-vinicius-de-moraes/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2012/01/30/poema-enjoadinho-por-vinicius-de-moraes/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 10:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[textos]]></category>
		<category><![CDATA[vinícius de moraes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=20883</guid>
		<description><![CDATA[por Vinícius de Moraes Filhos . . . Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos Como sabê-lo? Se não os temos Que de consulta Quanto silêncio Como os queremos! Banho de mar Diz que é um porrete . . . Cônjuge voa Transpõe o espaço Engole água Fica salgada Se iodifica Depois, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Vinícius de Moraes</strong></p>
<p>Filhos . . . Filhos?<br />
Melhor não tê-los!<br />
Mas se não os temos<br />
Como sabê-lo?<br />
Se não os temos<br />
Que de consulta<br />
Quanto silêncio<br />
Como os queremos!<br />
Banho de mar<br />
Diz que é um porrete . . .<br />
Cônjuge voa<br />
Transpõe o espaço<br />
Engole água<br />
Fica salgada<br />
Se iodifica<br />
Depois, que boa<br />
Que morenaço<br />
Que a esposa fica!<br />
Resultado: filho.<br />
E então começa<br />
A aporrinhação:<br />
Cocô está branco<br />
Cocô está preto<br />
Bebe amoníaco<br />
Comeu botão.<br />
Filhos? Filhos<br />
Melhor não tê-los<br />
Noites de insônia<br />
Cãs prematuras<br />
Prantos convulsos<br />
Meu Deus, salvai-o!<br />
Filhos são o demo<br />
Melhor não tê-los . . .<br />
Mas se não os temos<br />
Como sabê-los?<br />
Como saber<br />
Que macieza<br />
Nos seus cabelos<br />
Que cheiro morno<br />
Na sua carne<br />
Que gosto doce<br />
Na sua boca!<br />
Chupam gilete<br />
Bebem xampu<br />
Ateiam fogo<br />
No quarteirão<br />
Porém que coisa<br />
Que coisa louca<br />
Que coisa linda<br />
Que os filhos são!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2012/01/30/poema-enjoadinho-por-vinicius-de-moraes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Delírio, por Olavo Bilac</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/01/23/delirio-olavo-bilac/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2012/01/23/delirio-olavo-bilac/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 10:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
		<category><![CDATA[nudez]]></category>
		<category><![CDATA[olavo bilac]]></category>
		<category><![CDATA[poema erótico]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=20505</guid>
		<description><![CDATA[por Olavo Bilac Nua, mas para o amor não cabe o pejo Na minha a sua boca eu comprimia. E, em frêmitos carnais, ela dizia: – Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo! Na inconsciência bruta do meu desejo Fremente, a minha boca obedecia, E os seus seios, tão rígidos mordia, Fazendo-a arrepiar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Olavo Bilac</strong></p>
<p>Nua, mas para o amor não cabe o pejo<br />
Na minha a sua boca eu comprimia.<br />
E, em frêmitos carnais, ela dizia:<br />
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!</p>
<p>Na inconsciência bruta do meu desejo<br />
Fremente, a minha boca obedecia,<br />
E os seus seios, tão rígidos mordia,<br />
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.</p>
<p>Em suspiros de gozos infinitos<br />
Disse-me ela, ainda quase em grito:<br />
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.</p>
<p>No seu ventre pousei a minha boca,<br />
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,<br />
Moralistas, perdoai! Obedeci&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2012/01/23/delirio-olavo-bilac/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Seiscentos e Sessenta e Seis</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/01/16/seiscentos-e-sessenta-e-seis/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2012/01/16/seiscentos-e-sessenta-e-seis/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 09:45:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
		<category><![CDATA[idade]]></category>
		<category><![CDATA[mário quintana]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=20214</guid>
		<description><![CDATA[por Mário Quintana  A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo&#8230; Quando se vê, já é 6ªfeira&#8230; Quando se vê, passaram 60 anos&#8230; Agora, é tarde demais para ser reprovado&#8230; E se me dessem &#8211; um dia &#8211; uma outra oportunidade, eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Mário Quintana</strong></p>
<p> A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.</p>
<p>Quando se vê, já são 6 horas: há tempo&#8230;</p>
<p>Quando se vê, já é 6ªfeira&#8230;</p>
<p>Quando se vê, passaram 60 anos&#8230;</p>
<p>Agora, é tarde demais para ser reprovado&#8230;</p>
<p>E se me dessem &#8211; um dia &#8211; uma outra oportunidade,</p>
<p>eu nem olhava o relógio.</p>
<p>seguia sempre, sempre em frente&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2012/01/16/seiscentos-e-sessenta-e-seis/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Máquina Breve</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/01/09/maquina-breve/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2012/01/09/maquina-breve/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 09:45:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[cecília meireles]]></category>
		<category><![CDATA[máquina breve]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=19921</guid>
		<description><![CDATA[por Cecília Meireles O pequeno vaga-lume com sua verde lanterna, que passava pela sombra inquietando a flor e a treva — meteoro da noite, humilde, dos horizontes da relva; o pequeno vaga-lume, queimada a sua lanterna, jaz carbonizado e triste e qualquer brisa o carrega: mortalha de exíguas franjas que foi seu corpo de festa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Cecília Meireles</strong></p>
<p>O pequeno vaga-lume<br />
com sua verde lanterna,<br />
que passava pela sombra<br />
inquietando a flor e a treva<br />
— meteoro da noite, humilde,<br />
dos horizontes da relva;<br />
o pequeno vaga-lume,<br />
queimada a sua lanterna,<br />
jaz carbonizado e triste<br />
e qualquer brisa o carrega:<br />
mortalha de exíguas franjas<br />
que foi seu corpo de festa.</p>
<p>Parecia uma esmeralda<br />
e é um ponto negro na pedra.<br />
Foi luz alada, pequena<br />
estrela em rápida seta.<br />
Quebrou-se a máquina breve<br />
na precipitada queda.<br />
E o maior sábio do mundo<br />
sabe que não a conserta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Uma ótima semana a todos! <img src='http://desordempublica.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2012/01/09/maquina-breve/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Receita de Ano Novo</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2012/01/02/receita-de-ano-novo/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2012/01/02/receita-de-ano-novo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 10:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=19508</guid>
		<description><![CDATA[por Carlos Drummond de Andrade Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Carlos Drummond de Andrade</strong></p>
<p>Para você ganhar belíssimo Ano Novo<br />
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,<br />
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido<br />
(mal vivido talvez ou sem sentido)<br />
para você ganhar um ano<br />
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,<br />
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;<br />
novo<br />
até no coração das coisas menos percebidas<br />
(a começar pelo seu interior)<br />
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,<br />
mas com ele se come, se passeia,<br />
se ama, se compreende, se trabalha,<br />
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,<br />
não precisa expedir nem receber mensagens<br />
(planta recebe mensagens?<br />
passa telegramas?)</p>
<p>Não precisa<br />
fazer lista de boas intenções<br />
para arquivá-las na gaveta.<br />
Não precisa chorar arrependido<br />
pelas besteiras consumidas<br />
nem parvamente acreditar<br />
que por decreto de esperança<br />
a partir de janeiro as coisas mudem<br />
e seja tudo claridade, recompensa,<br />
justiça entre os homens e as nações,<br />
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,<br />
direitos respeitados, começando<br />
pelo direito augusto de viver.</p>
<p>Para ganhar um Ano Novo<br />
que mereça este nome,<br />
você, meu caro, tem de merecê-lo,<br />
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,<br />
mas tente, experimente, consciente.<br />
É dentro de você que o Ano Novo<br />
cochila e espera desde sempre.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2012/01/02/receita-de-ano-novo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Vou-me Embora pra Pasárgada</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/12/26/vou-me-embora-pra-pasargada/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2011/12/26/vou-me-embora-pra-pasargada/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 10:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[manuel bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[pasárgada]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=13395</guid>
		<description><![CDATA[por Manuel Bandeira Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconseqüente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Manuel Bandeira</strong></p>
<p>Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Lá sou amigo do rei<br />
Lá tenho a mulher que eu quero<br />
Na cama que escolherei<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Aqui eu não sou feliz<br />
Lá a existência é uma aventura<br />
De tal modo inconseqüente<br />
Que Joana a Louca de Espanha<br />
Rainha e falsa demente<br />
Vem a ser contraparente<br />
Da nora que eu nunca tive<br />
E como farei ginástica<br />
Andarei de bicicleta<br />
Montarei em burro brabo<br />
Subirei no pau-de-sebo<br />
Tomarei banhos de mar!<br />
E quando estiver cansado<br />
Deito na beira do rio<br />
Mando chamar a mãe-d&#8217;água<br />
Pra me contar as histórias<br />
Que no tempo de eu menino<br />
Rosa vinha me contar<br />
Vou-me embora pra Pasárgada<br />
Em Pasárgada tem tudo<br />
É outra civilização<br />
Tem um processo seguro<br />
De impedir a concepção<br />
Tem telefone automático<br />
Tem alcalóide à vontade<br />
Tem prostitutas bonitas<br />
Para a gente namorar<br />
E quando eu estiver mais triste<br />
Mas triste de não ter jeito<br />
Quando de noite me der<br />
Vontade de me matar<br />
— Lá sou amigo do rei —<br />
Terei a mulher que eu quero<br />
Na cama que escolherei<br />
Vou-me embora pra Pasárgada</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2011/12/26/vou-me-embora-pra-pasargada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Isso é muita sabedoria</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/12/12/isso-e-muita-sabedoria/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2011/12/12/isso-e-muita-sabedoria/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 10:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
		<category><![CDATA[clarice lispector]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=13307</guid>
		<description><![CDATA[por Clarice Lispector Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a title="Uma Boa Leitura" href="http://desordempublica.com.br/category/uma-boa-leitura/" target="_blank"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Clarice Lispector</strong></p>
<p>Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho&#8230; o de mais nada fazer.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2011/12/12/isso-e-muita-sabedoria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem Sabe?</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/12/05/quem-sabe-2/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2011/12/05/quem-sabe-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 10:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=17946</guid>
		<description><![CDATA[por Luís Fernando Veríssimo &#160; Diz a mecânica quântica que as partículas atômicas se comportam de um jeito quando são observadas e de outro quando estão sós (como, aliás, todos nós). E quem nos assegura que o Universo que está aí não é como aí está quando ninguém está olhando? E que quando os astrônomos se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Luís Fernando Veríssimo</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diz a mecânica quântica<br />
que as partículas atômicas<br />
se comportam de um jeito<br />
quando são observadas<br />
e de outro quando estão sós<br />
(como, aliás, todos nós).<br />
E quem nos assegura<br />
que o Universo que está aí<br />
não é como aí está<br />
quando ninguém está olhando?<br />
E que quando os astrônomos<br />
se viram do telescópio<br />
para a prancheta<br />
o Universo não faz<br />
uma careta?<br />
O corpo e a mente<br />
têm biografias separadas,<br />
cada um sua memória própria,<br />
seu próprio jogo de charadas,<br />
Meu corpo tem lembranças<br />
- cheiros, tiques, andanças -<br />
que a mente não registrou<br />
e o corpo não tem as marcas<br />
de metade do que a mente passou<br />
(Pior que uma mente insana<br />
num corpo sem muito assunto<br />
é um corpo que já foi ao Nirvana<br />
sem que a mente tenha ido junto.)<br />
Cada um tem um passado<br />
do qual o outro não tem pista<br />
(como um bilhete amassado)<br />
e nem o Mahabharata<br />
explica uma mente anarquista<br />
num corpo socialdemocrata.<br />
Compartilham bioplasmas<br />
e o gosto por certas atrizes,<br />
mas não tem os mesmos fantasmas<br />
nem as mesmas cicatrizes.<br />
Das duas, uma, gente:<br />
ou toda mente é de outro corpo<br />
- ou todo corpo mente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2011/12/05/quem-sabe-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Talvez, por Pablo Neruda</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/11/28/talvez-por-pablo-neruda/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2011/11/28/talvez-por-pablo-neruda/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 10:30:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[boa leitura]]></category>
		<category><![CDATA[pablo neruda]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[talvez]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=17546</guid>
		<description><![CDATA[por Pablo Neruda Talvez não ser, é ser sem que tu sejas, sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul, sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos, sem essa luz que levas na mão que, talvez, outros não verão dourada, que talvez ninguém soube que crescia como a origem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Pablo Neruda</strong></p>
<p style="text-align: left;">Talvez não ser,<br />
é ser sem que tu sejas,<br />
sem que vás cortando<br />
o meio dia com uma<br />
flor azul,<br />
sem que caminhes mais tarde<br />
pela névoa e pelos tijolos,<br />
sem essa luz que levas na mão<br />
que, talvez, outros não verão dourada,<br />
que talvez ninguém<br />
soube que crescia<br />
como a origem vermelha da rosa,<br />
sem que sejas, enfim,<br />
sem que viesses brusca, incitante<br />
conhecer a minha vida,<br />
rajada de roseira,<br />
trigo do vento,</p>
<p>E desde então, sou porque tu és<br />
E desde então és<br />
sou e somos&#8230;<br />
E por amor<br />
Serei&#8230; Serás&#8230;Seremos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2011/11/28/talvez-por-pablo-neruda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Reinvenção</title>
		<link>http://desordempublica.com.br/2011/11/21/reinvencao-cecilia-meireles/</link>
		<comments>http://desordempublica.com.br/2011/11/21/reinvencao-cecilia-meireles/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 10:45:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Máximo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uma Boa Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[cecília meireles]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[reinvenção]]></category>
		<category><![CDATA[uma boa leitura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://desordempublica.com.br/?p=17144</guid>
		<description><![CDATA[por Cecília Meireles A vida só é possível reinventada. Anda o sol pelas campinas e passeia a mão dourada pelas águas, pelas folhas&#8230; Ah! tudo bolhas que vem de fundas piscinas de ilusionismo&#8230; — mais nada. Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada. Vem a lua, vem, retira as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://desordempublica.com.br/wp-content/uploads/2010/12/uma-boa-leitura.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: right;"><strong>por Cecília Meireles</strong></p>
<p>A vida só é possível<br />
reinventada.</p>
<p>Anda o sol pelas campinas<br />
e passeia a mão dourada<br />
pelas águas, pelas folhas&#8230;<br />
Ah! tudo bolhas<br />
que vem de fundas piscinas<br />
de ilusionismo&#8230; — mais nada.</p>
<p>Mas a vida, a vida, a vida,<br />
a vida só é possível<br />
reinventada.</p>
<p>Vem a lua, vem, retira<br />
as algemas dos meus braços.<br />
Projeto-me por espaços<br />
cheios da tua Figura.<br />
Tudo mentira! Mentira<br />
da lua, na noite escura.</p>
<p>Não te encontro, não te alcanço&#8230;<br />
Só — no tempo equilibrada,<br />
desprendo-me do balanço<br />
que além do tempo me leva.<br />
Só — na treva,<br />
fico: recebida e dada.</p>
<p style="text-align: left;">Porque a vida, a vida, a vida,<br />
a vida só é possível<br />
reinventada.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://desordempublica.com.br/2011/11/21/reinvencao-cecilia-meireles/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

